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Engenharia de Software6 min de leitura

Modernização de sistemas legados: estratégias para migrar sem o risco da reescrita total

Por que o projeto de "vamos refazer todo o sistema do zero" quase sempre falha e como modernizar com segurança usando padrões incrementais.

A armadilha do "Second System Effect"

O impulso natural diante de um sistema antigo é decretar que o código deve ser jogado fora e reescrito em uma tecnologia moderna.

O problema é que aquele sistema contém anos de exceções de negócio, correções tributárias e adaptações pouco documentadas que sustentam a operação. Projetos de reescrita total frequentemente estouram prazo, orçamento e estabilidade no lançamento.

O padrão de estrangulamento modular (Strangler Fig)

A abordagem madura consiste em cercar o sistema legado com uma camada de adaptadores e transferir funcionalidade por funcionalidade:

  • Cria-se uma camada de APIs em torno do banco ou sistema antigo para que novas aplicações possam se comunicar com ele.
  • Identifica-se o módulo com maior dor de manutenção ou maior valor para o negócio.
  • Desenvolve-se esse módulo na nova arquitetura, mantendo o restante do legado intocado.
  • Quando o novo módulo estiver homologado, desliga-se a rotina antiga correspondente.
  • O ciclo se repete até a substituição gradual, sem exigir uma parada única da operação.
#Sistemas Legados#Refatoração#Continuidade#Strangler Fig
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